segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Feliz Ano Novo de Novo.

Foto: Alexander Landau
Tivemos nesse Réveillon em Copacabana, uma situação sublime, e ao mesmo, tempo polêmica.Essa foto acima proporcionou opiniões controversas na web. A belíssima imagem, além de linda, provocou uma serie de opiniões nas redes sociais. Muita gente preferiu expressar seu senso pessimista diante da cena, eu preferi ficar com o conteúdo lúdico e poético da imagem, e numa crônica de 2010 de Carlos H. Cony, "Considerações Finais", fui buscar o senso profético desse autor imortal da nossa Academia Brasileira de Letras. A foto tirada em 31/12/2017 pelo Fotografo Alexandre Landau, imagem do menino Leonardo de 9 anos na praia de Copacabana durante a queima de fogos, casou perfeitamente com o texto de Carlos H.Cony,  que saudosamente nos deixou cinco dias depois.

" ...Muitos anos atrás, disseram para um menino que no dia 31 de dezembro, à meia-noite em ponto, se ele olhasse o céu com vontade, veria um velhinho, encarquilhado, triste, em farrapos, indo embora para sempre. E, em seu lugar, apareceria um bebê gorducho e risonho, trazendo todas as promessas de uma vida nova.

O menino acredita até hoje nesta visão, fica olhando a noite que avança sobre o mundo. Nunca viu o velho indo embora nem o bebê chegando. "Por que inventam essas histórias?", pergunta sempre a si mesmo.
Reparava que nas ruas, em todas as casas, havia luzes, soltavam fogos, todos comemoravam o ano novo que se abria para cada um. O menino desistia de ficar triste, mas sempre descobre que o ano novo não está lá em cima, no espaço da noite, mas dentro dele mesmo.

Teria agora um novo ano para realizar seus sonhos, dia após dia, ele faria renascer a confiança em suas pequenas vitórias, provando a alegria de quase nada, de tentar merecer um futuro. De certo modo, o menino se sentia o próprio ano novo que chegava, com a mensagem de uma certeza que ele ainda não sabia o nome, mas tinha o gosto e a força da esperança..."
( Texto de Carlos H. Cony)


Crônica Completaaqui

Sentimento de Eternidade.

Tenho 61 anos, mas, por dentro, no mais profundo do meu ser, muitas vezes não me sinto com essa idade. Não falo apenas da vitalidade do corp...