sábado, 16 de agosto de 2014

7 substitutos do trigo.


POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 05/10/2011
Café da manhã com um pãozinho e manteiga e um pedaço de bolo é prazer simples para começar bem o dia. Mas esse não é sabor do amanhecer para quem sofre de doença celíaca (incapacidade de digerir o glúten, proteína encontrada no trigo, no centeio, na cevada, no malte e na aveia). "Diarreia, vômitos e fraqueza são alguns dos sintomas que surgem caso haja o consumo", afirma a médica Vera Lúcia Sdepanian, chefe do Departamento de Gastroenterologia da Unifesp. O diagnóstico da doença é feito a partir de avaliação clínica e biópsia do intestino, para descobrir se há limitações na digestão. 

Constatado o problema, o maior desafio é montar uma dieta livre de receitas com trigo ou outro cereal com glúten. Não é moleza: a maioria de pães, bolos, molhos cremosos e sobremesas conta com a proteína, ainda que em pequenas quantidades. Mas existem alternativas, como mostram os especialistas que o Minha Vida entrevistou. Para montar a galeria de sugestões que você acompanha a seguir. 

Milho - Foto Getty Images

O milho
Rico em nutrientes como proteínas e fibras, além de oferecer em minerais (como fósforo, ferro, potássio e zinco), e vitaminas do complexo B. Facilmente encontrado, o pão de milho serve como substituto para o pão feito francês, feito com farinha de trigo "Diferente do que acontece com o pão de trigo, o pão de milho não perde a casca durante o processo de preparação. Isso faz com que ele preserve todos os nutrientes do grão", afirma o nutricionista Vinicius Oliveira, da Academia Forum Exere Fitness. Fubá e milharina, outros derivados do milho, também são ingredientes versáteis para receitas, lembra a a nutricionista Rosana Farah, especialista do Minha Vida.


Linhaça dourada - Foto Getty Images

Linhaça Pão, farinha, vitamina, molho e o óleo de linhaça trazem benefícios ao corpo, por serem fontes de vitamina A, cálcio, ômega 6, fibras, ligananas - fitoestrógenos capazes de regular os hormônios femininos, principalmente na menopausa e períodos pré-menstruais.

A grande quantidade de ômega-3 é o grande destaque deste grão. "A linhaça evita a formação de coágulos ao diminuir as taxas de colesterol total e de LDL, o colesterol ruim. Ela também contribui para a diminuição de pressão arterial, deixando o coração mais protegido", explica a nutricionista, Flávia Morais, da rede Mundo Verde.

De acordo com o nutricionista Vinicius Oliveira, o pão de linhaça ainda proporciona aumento de energia e de vitalidade. "A linhaça acelera o metabolismo, dando mais disposição e diminuindo o cansaço. É uma ótima opção de lanche após o treino", afirma.


grão de bico- Foto Getty images

Grão de bico Rico em vitaminas do complexo B e vitamina A, o grão de bico também oferece grande quantidade de fibras lipossolúveis, que ajudam a eliminar açúcares e gorduras do organismo. "O grão de bico diferencia-se das outras leguminosas porque tem digestão mais fácil e grandes doses de ferro numa porção", afirma a nutricionista Rosana Farah. 

Além disso, o grão ajuda a manter o bom humor. Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Universidade de Haifa, ambas em Israel, desenvolveram um estudo que comprovou: quem come grão-de-bico diariamente é mais alegre.O triptofano, aminoácido essencial para a produção da serotonina, explica a reação do organismo. Essa substância ativa os neurotransmissores cerebrais que dão sensação de bem-estar, satisfação e confiança. Por ser feito com grão de bico, o húmus, espécie de pasta comum no oriente médio, também traz esses benefícios ao corpo. O grão ainda pode ser usado na preparação de pães.


Painço - Foto Getty Images
Painço Ainda pouco conhecido no Brasil, o painço, assim como o trigo, contém grandes quantidades de proteínas, mas não contém glúten. Fósforo, manganês e magnésio, minerais que ajudam a manter o sistema imunológico em dia, são outros nutrientes encontrados no painço.

"Por ser uma fonte de fibras, o painço ajuda na absorção da glicose pelo organismo, indicado a pacientes com diabetes. Vale lembrar que alimentos ricos em fibras dão mais saciedade, reduzem o colesterol, melhoram a digestão e o funcionamento do intestino", diz a nutricionista Daniela Jobst, especialista do Minha Vida. A farinha de painço pode ser usada no preparo de bolos, tortas, mingaus e sopas.



amaranto - Foto Getty Images

AmarantoUm estudo feito pela Universidade de Campinas, diz que o amaranto ajuda a combater a aterosclerose e os altos níveis de colesterol ruim, o LDL, no sangue. Esse tipo de colesterol é aquele que forma as placas de gorduras que podem entupir as artérias, causando infartos e derrames. Além disso, os autores do estudo afirmam que o amaranto contém esqualeno, um antioxidante que inibe a produção de uma enzima responsável pela síntese de colesterol ruim, sem alterar a produção do HDL, conhecido como colesterol bom.

Ele também é rico em proteínas de alto valor biológico, minerais como cálcio, fósforo, potássio, vitaminas e aminoácidos essenciais para o bom funcionamento do organismo.


Quinua- Foto Getty Images

Quinua
Rica em aminoácidos, carboidratos complexos e proteínas, a quinua é outro grão que não contém glúten e pode fazer parte da dieta de celíacos. Ela é fonte de gorduras boas, como oômega 3, capaz de proteger os vasos sanguíneos e diminuir os riscos de complicações cardiovasculares. A quinua também é rica em ferro, magnésio e fósforo, minerais importantes para o organismo, principalmente para a saúde dos músculos. 

"A quinua é um grão que também pode ser encontrada na forma de farinha e farelo. É um produto riquíssimo em proteína e foi considerado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação como sendo um alimento perfeito", explica Rosana Farah.

No entanto, a quinua tem um ponto fraco: seu preço. Mesmo que esteja cada vez mais comum, esse grão ainda custa caro, cerca de 30 reais um pacote de 500 gramas.

arroz - foto getty Images

Arroz Além desses grãos, outros alimentos podem ser usados para substituir a farinha de trigo como fonte de fibras e proteínas. É o caso do arroz. Ele é um cereal importante por ser uma boa fonte de carboidratos, proteínas, fibras, vitaminas e minerais, principalmente em sua versão integral. "Opções feitas com farinha de arroz, fécula de batata e mandioca são ótimas alternativas. Esses alimentos, assim como o trigo, a centeia e a aveia, são ricos em fibras e proteínas", Vera Lúcia Sdepanian, chefe do Departamento de Gastroenterologia da Unifesp. 




5º. Mandamento - A Honra é uma atitude do coração.


Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá.      (Êxodo 20:12)




ELENI GATZOYIANNIS vivia na Grécia numa época em que a guerra civil ameaçava dividir o país (1946-1949). Quando os comunistas tomaram sua casa para torná-la seu quartel-general, ela não ofereceu resistência. Quando a obrigaram a trabalhar em projetos para a comunidade e recrutaram sua filha mais velha para o exército, ela não se recusou. Esperava que tudo aquilo fosse temporário e que um dia a vida voltaria ao normal.Mas então eles anunciaram que levariam seus meninos, de 6 e 8 anos de idade, para outro país, onde seriam treinados dentro dos princípios do Partido Comunista. No íntimo do seu ser, ela sabia que aquilo não deveria acontecer e começou a planejar sua fuga. Ela concluiu que, se tentasse levá-los através das linhas rebeldes, nunca chegariam lá, mas raciocinou corretamente que duas crianças andando juntas pela estrada não atrairiam muita atenção. Às primeiras luzes do amanhecer, ela foi com eles tão longe quanto sua ousadia permitiu. Então, com um último abraço apertado, em meio a lágrimas, deu o último beijo e apressou-os pelo caminho. A última coisa que os meninos viram ao se virarem para trás foi a mãe acenando para eles à distância.

Quando os camaradas chegaram em busca dos meninos, ela tentou despistá-los, mas a verdade logo apareceu. Os líderes rebeldes a aprisionaram no porão de sua própria casa e a torturaram. Depois a levaram ao pomar e a colocaram diante de um pelotão de fuzilamento. Aqueles que testemunharam a cena disseram que, momentos antes da execução, ela ergueu os braços e clamou: “Meus filhos! Meus filhos!”

Dá para entender por que a história dessa corajosa mãe comove o coração de milhões. Toca uma corda em cada coração, porque o relacionamento entre pais e filhos é universal. Eleni fez o que toda mãe sente que faria se as circunstâncias o exigissem. A maioria dos pais morreria por seus filhos, não com dúvida nem hesitação, mas com alegria.

O quinto mandamento fala dessa poderosa relação. E, por uma boa razão, dirige-se aos filhos. Acontece que nem todos se casam, e muitos nunca chegam a ser pais, mas cada um é filho ou filha. Nossa relação com os pais, ou mesmo a falta dela, afeta a cada um de nós para o bem ou para o mal até o último dia da nossa vida. E é disso exatamente que trata o quinto mandamento. Ele focaliza uma atitude e uma relação.

Não podemos alterar a realidade em que nascemos. Nenhum de nós recebeu a oportunidade de escolher os pais. Tampouco podemos mudá-los para que se harmonizem com nossas idéias. Um escritor bíblico lembrou que nossos pais “nos corrigiram por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia” (Hebreus 12:10). Eles podem ter realizado seu trabalho com grande habilidade ou com muitos erros; ou, no caso da maioria, com uma mistura dos dois. O que fizeram ou deixaram de fazer exerceu inevitavelmente um impacto sobre nós; mas nunca se pode exagerar ao dizer que somos mais afetados por nossa atitude para com os esforços deles do que pelo método específico que usaram.

E isso é precisamente o que o quinto mandamento aborda. Ele coloca no lugar certo o peso do sucesso no relacionamento entre pais e filhos. O mandamento focaliza um aspecto da relação que mais nos influencia, e é aquele no qual temos uma escolha. Embora não possamos escolher nossos pais nem mudá-los, a atitude para com eles depende definitivamente de nós.

Durante muitos anos, participei da comissão de disciplina de uma universidade cristã. Certo dia, um estudante, cuja linguagem corporal falava por si, sentou-se diante da nossa mesa. A comissão estava menos interessada em descobrir os pormenores específicos do que ele havia feito do que em sua atitude com relação a continuar na universidade. Porém, a resposta parecia óbvia. Ele fixou os olhos cheios de ódio em nós, com os braços cruzados sobre o peito. A entrevista que ocorreu não foi surpreendente. Tudo o que dizíamos causava uma raivosa explosão ou uma réplica. Não demorou para que os membros da comissão começassem a balançar a cabeça e a olhar um para o outro.
Após alguns minutos, sem chegar obviamente a lugar nenhum, eu disse:

– Paulo, quero entender o que você está tentando nos dizer. Até a mais simples pergunta que lhe fazemos recebe uma resposta irada. Qual é o problema? O que está tentando dizer?

Ele não respondeu, mas fixou os olhos diretamente em mim. Percebi que ele apertava e soltava o maxilar. Depois de outra pausa, continuei:

– Eu me pergunto se você se vê numa relação de inimizade com a comissão, como se estivéssemos em lados opostos, em guerra. É assim que você se sente?

Com isso, seu olhar desafiador pareceu abrandar-se um pouco, mas ele continuava silencioso até que falei:

– Paulo, como é a situação entre você e seu pai? Você age assim com ele também? É isso que você está trazendo para cá hoje?

Então, pela primeira vez, ele olhou para baixo e a expressão no seu rosto ficou quase suplicante. Por fim, ele disse em voz baixa:
– Sim, é isso o que acontece.

Estaria Paulo decidido a magoar e embaraçar seu pai? Acho que devia estar. E certamente ele tinha o poder de fazê-lo. Nesta vida, somos julgados mais pelos resultados que alcançamos do que por aquilo que fizemos ou não para alcançá-los. Em nenhum outro aspecto isso é mais verdadeiro do que na paternidade. E também é verdade que ninguém pode magoar-nos tanto quanto alguém que nós amamos.

Mas não foi necessário muito esforço para concluir que a pessoa mais afetada pela atitude de Paulo era o próprio jovem. Seu presente e seu futuro estavam em jogo por causa de sua raiva não resolvida. Nossos esforços naquele dia e o aconselhamento subsequente foram malsucedidos. Pouco depois da entrevista, ele ultrapassou o limite do qual estivera tão perto naquela ocasião.

Como o caso de Paulo ilustra tão claramente, a maneira como nos sentimos acerca de nossos pais – nossa atitude para com eles e a profunda reação evocada em nós quando pensamos neles – moldará profundamente a forma de nos relacionarmos com todas as autoridades e, em menor grau, com todos os outros seres humanos. E tudo indica que afetará nossa relação com Deus também.

O princípio exposto no quinto mandamento é um sólido alicerce para o bom êxito na escola, no trabalho e até no casamento. Com efeito, na primeira vez em que a Bíblia menciona o casamento, ela o descreve como um homem que deixa seu pai e sua mãe e se une à sua esposa (Gênesis 2:24). Assim, a Bíblia vê o casamento como uma transferência e, em certo sentido, a continuidade de uma relação que começou com nossos pais. Pessoas com problemas não resolvidos com seus pais entram para o casamento em grande desvantagem e correm elevado risco de ter dificuldades em outras áreas da vida também. Por isso, o mandamento diz que, se honrarmos nossos pais, nossa vida será prolongada na terra que o Senhor nosso Deus nos dá (ver êxodo 20:12). Isso quer dizer que uma relação saudável com nossos pais é a base de bons relacionamentos, paz mental e sucesso ao longo da trajetória da vida.




A honra é uma atitude do coração.

Os Dez Mandamentos parecem dividir-se em dois grupos. Os quatro primeiros focalizam nossa relação com Deus, e os seis restantes nos ensinam a interagir com outros seres humanos. O primeiro mandamento diz que devemos adorar nosso Pai celestial. O que estamos analisando agora, o primeiro no grupo das relações humanas, requer que honremos nossos pais.

A honra, assim como a adoração, é uma atitude do coração. Não se refere a um ato ou comportamento específico para com nossos pais, mas à maneira como escolhemos relacionar-nos com eles.

O apóstolo Paulo diz que o quinto mandamento requer dos filhos a obediência a seus pais (Efésios 6:1). Quando algumas pessoas, incluindo pais, ouvem a palavra “obediência”, imediatamente pensam em controle. Eles a interpretam como age uma máquina quando se abre uma válvula ou gira uma chave. Mas a obediência que brota de uma atitude de “honra” é uma resposta inteligente, uma expressão ativa de amor e respeito, não uma aquiescência automatizada para com a autoridade.

Note como o sábio enfatiza essa idéia: “filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao teu pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo” (Provérbios 6:20-22). Note que ele está descrevendo uma atitude. A obediência sem a atitude de honra é uma labuta enfadonha e pesada.

Honrar nossos pais significa que desejaremos que eles se sintam bem porque nós mesmos somos bons. Significa também fazer com que sejam bem-sucedidos em seus esforços para que tenhamos sucesso. O quinto mandamento nos manda tirar as luvas de boxe e sair do ringue, ouvir o conselho deles, falar bem deles e procurar meios de mostrar-lhes nosso apreço e respeito. Novamente ouvimos o homem sábio: “Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que teu deu à luz” (Provérbios 23:25).

O princípio da honra não varia, mas a forma como se aplica muda ao longo da vida. Altera-se de acordo com o tempo e as circunstâncias. Pouco depois de concluir o curso universitário, tive o privilégio de desfrutar a amizade de Henry Baasch. Nascido em 1885 em Hamburgo, Alemanha, era um homem rico em experiência, bom humor e sabedoria.

Um dia ele me perguntou:

– você é filho de seu pai?

– Ah, bem, sim, acho que sim – respondi, sem saber direito o que ele queria dizer.

– Acho que é – disse ele. – você tem só 21 anos, não é mesmo? Não se preocupe; isso vai mudar. Primeiro, seu pai é seu pai; depois se torna seu filho. Já aconteceu comigo, sabe. Agora meu filho é meu pai. Ele me diz o que fazer, e tenho de ouvi-lo.

O princípio da honra se expressará de modo diferente para um menino de cinco anos e outro de catorze. E aos 14 não é a mesma coisa que aos 25. A fraqueza e a debilidade de nossos pais ao envelhecerem causam outras mudanças. A honra para com eles assume nova dimensão. Deixar de reconhecer e adaptar-se a essas novas circunstâncias é a fórmula para o surgimento de problemas. No entanto, quando o relacionamento vai bem, é no ocaso da vida que podemos mais plenamente apreciar o significado das palavras de Davi: “herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. feliz o homem que enche deles a sua aljava” (Salmo 127:3-5).

Naturalmente, nem mesmo a morte de nossos pais anula nossa obrigação de honrá-los. Nosso estilo de vida pode ainda representá-los bem e honrar sua memória. Podemos viver de um modo que expresse gratidão para com aquilo que eles defenderam e que recebemos deles.

De quem é a responsabilidade


Ao dirigir-se à descendência, e não aos pais, o quinto mandamento coloca a responsabilidade onde em última análise ela deve estar. Para a maioria das pessoas, é verdade que os pais fazem uma diferença maior na sua vida do que qualquer outro ser humano. Quem se torna pai assume uma grande responsabilidade. Mas o mandamento concentra nossa atenção no ponto crítico da atitude dos filhos para com a relação, porque ela é, basicamente, o que fará a maior diferença.

Nossos pais podem disciplinar-nos, aconselhar-nos, dar bom exemplo, chorar por nossa causa e orar por nós. Mas nunca farão especificamente aquilo que faz toda a diferença. Eles não podem tirar de nós o poder de decisão. A maior honra que lhes podemos conceder não será por palavras nem por amontoar flores sobre suas tumbas, mas por ser o tipo de pessoa que devemos ser. E a escolha de fazê-lo repousa inteiramente em nossas mãos.

Um dos felizes resultados de ter passado uma vida inteira na sala de aula é que tenho muitos amigos jovens que nunca deixam de responder com entusiasmo e boa vontade quando vêem uma necessidade real. Suponha que eu tivesse de empurrar meu carro da garagem para a rua numa manhã e esperasse até que alguns dos meus jovens amigos passassem pela frente de casa. Chamando-os, eu diria:

– Será que vocês poderiam dar um empurrãozinho?

Você acha que eles me deixariam na mão? De jeito nenhum!

Assim, depois de me empurrarem por um quarteirão e eu perceber que estavam ficando cansados, eu anunciaria:

– OK. Aprecio muito o que fizeram. Já é suficiente.

Depois, ao saírem, eu veria se mais alguém poderia fazer a mesma coisa. Seria possível repetir essa estratégia umas três ou quatro vezes, mas não demoraria para que alguém perguntasse:

– Mas aonde é que o senhor quer chegar? Quer que empurremos o carro até o posto de gasolina ou a oficina mecânica?

A essa altura, eu teria de contar-lhes a verdade.

– Bem... não exatamente. Acontece que, bem... preciso chegar a Monterey, e vocês sabem que o preço da gasolina tem aumentado ultimamente.

Acham que meu plano daria certo?

Como eu disse, conheço bom número de jovens extraordinários. Eles têm bom coração e estão sempre prontos para uma piada e um divertimento. Quando alguém lhes dá uma cutucada na direção certa da vida, não se rebelam nem resistem. Tomam a direção certa por algum tempo, mas logo começam a brincar de novo, desperdiçando tempo, à espera de alguém que lhes dê outro empurrão.

Agora, não me entendam mal – todos nós precisamos de um bom conselho e uma palavra de ânimo. Um bom empurrãozinho espiritual no momento certo pode ser exatamente aquilo de que precisamos para começar.

Por vezes, quem sabe, isso inclui até alguma correção séria ou repreensão. Porém, cedo ou tarde (e melhor se for mais cedo do que mais tarde), teremos de ligar nossos motores. Ninguém vai me empurrar o caminho todo até Monterey. Ninguém tampouco vai empurrar você até o Céu.

Veja se pode imaginar a seguinte cena. Uma mulher chega aos portões do Céu e tenta esgueirar-se lá para dentro sem ser notada.

– Espere aí! – diz o porteiro. – Onde está indo?

– Quem, eu?

– Ela parece estar realmente nervosa por algum motivo. – Ah, bem, é que eu li o verso onde está escrito que, se eu lavar minhas vestes e torná-las brancas no sangue de Jesus, posso entrar na cidade pelas portas [Apocalipse 22:14]. Foi isso que eu fiz: eu as lavei e aqui estou.

– Mas noto que a senhora está carregando algo sob suas vestes. O que é?

Diante disso, a pobre mulher fica ainda mais nervosa. Parece que está a ponto de chorar.

– Ah, isto aqui. É só uma coisa... hã... algo que eu queria trazer comigo.

– O que é?

Agora suas lágrimas começam a cair. – Senhor, é um dos meus filhos. Quero muito que ele esteja aqui comigo. Por favor, não posso entrar com ele também?

Se você acha que essa cena é apenas humorística, talvez ainda não tenha percebido o quanto os pais anseiam dar aos seus filhos a coisa mais preciosa que poderiam desejar para si mesmos, e o quanto sua alegria e paz mental estão ligadas a essa questão.

Mas isso nunca poderá acontecer. O profeta Ezequiel faz uma vívida comparação. Diz que, mesmo que Noé, Daniel e Jó vivessem hoje, por sua fidelidade não poderiam salvar a ninguém além de si mesmos (Ezequiel 14:20). É assim que acontece, porque a fé não é transferível.

Às vezes dizemos que Deus não tem netos. Também é verdade que Ele não tem sobrinhas nem sobrinhos, parentes por afinidade ou qualquer outra coisa. Ele tem apenas filhos. Isso significa que não podemos estabelecer uma relação com Deus por meio da fé manifestada por alguém e entrar no Céu agarrados às abas do seu casaco. Nossos pais podem ter sido boas pessoas. Nesse caso, devemos ser agradecidos; afinal, nem todos têm esse privilégio. Mas precisamos fazer algo mais do que apenas admirá-los. Precisamos tomar nossa própria decisão e aceitar o sacrifício de Jesus em nosso favor. Estabelecendo nosso próprio relacionamento pessoal com Deus, devemos adotar a disciplina espiritual da oração e da fé, e experimentar por nós mesmos “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tito 3:5).

É por isso que o quinto mandamento se dirige aos filhos e não aos pais, porque é com eles que fica realmente a responsabilidade.

O Outro lado da Honra.

É claro que nada do que eu disse antes diminui ou minimiza a responsabilidade dos pais nem lhes dá motivo para achar que têm pouca ou nenhuma responsabilidade pelo seu modo de lidar com os filhos. É impossível considerar a atitude dos filhos para com seus pais sem também vê-la como uma moeda de dois lados, porque a interação entre pais e filhos é recíproca. Quando o apóstolo Paulo fala sobre o quinto mandamento, deixa claro que o dever dos filhos de honrar os pais é contrabalançado pelo dever dos pais para com os filhos (Efésios 6:1-4; Colossenses 3:20 e 21).

Notamos que a honra que os filhos devem dar a seus pais é uma atitude de amor e respeito, em vez de uma aquiescência automatizada para com a autoridade. A questão vital para os pais é: Que tipo de ensino e exemplo posso dar, que tipo de interação posso promover para facilitar esse tipo de reação? Como posso encorajar nos meus filhos essa resposta inteligente? 

Um sistema de disciplina baseado na coerção e no castigo claramente não é a resposta. A obediência que não envolva a razão e a participação de uma vontade autônoma não é “honrosa”.

Se queremos ver em nossos filhos uma resposta que brote de seu próprio raciocínio, inteligência e boa vontade, então, o mais cedo possível e com a maior frequência possível (em alguns casos, mais cedo e com maior frequência do que seria confortável), devemos começar a apelar para essas faculdades superiores, lembrando que nosso objetivo não é controlar, mas estimular uma atitude de honra.

Valorizar a vontade dos filhos não envolve uma renúncia irresponsável da autoridade paterna. Mas significa que, desde cedo, deixaremos que façam o maior número de escolhas. Precisamos procurar oportunidades para que possam exercer sua vontade e decidir. Naturalmente, não iríamos perguntar a uma criança de dois anos: “você prefere tomar suco de laranja ou uma latinha de cerveja?” Mas, se procurarmos as oportunidades e até as criarmos, haverá muitos momentos em que poderão começar a exercer o poder de escolha. “você quer o suco de laranja no copinho azul ou naquele com desenho de flores?” E, antes de lhes dizer “não” ou “você tem que fazer como eu mandei”, perguntaremos a nós mesmos: “isso realmente importa? Que dano vai causar?”

Alguns anos atrás, a psicologia popular tinha uma corrente conhecida como “análise transacional”. As letras P-A-C, que representam pai-adulto-criança, resumiam um aspecto fundamental da teoria. A idéia era que todo intercâmbio (ou transação) entre duas pessoas ocorresse num desses três níveis. Um “pai” corrige, instrui, ordena e repreende. “Pegue aquela camisa e coloque-a no guarda-roupa.” Essa é, naturalmente, uma intervenção “P” (de “pai”). A resposta lógica e apropriada a essas palavras será uma reação “C” (de “criança”): “Ah, mamãe, tenho que fazer isso mesmo?” Ou talvez até: “OK, mamãe, já vou.”

Uma intervenção “A” ou de “adulto” é aquela que considera a outra pessoa como sendo inteligente, disposta a fazer a coisa certa e capaz de tomar uma boa decisão. A resposta natural para uma intervenção de adulto é uma reação de adulto. O princípio do qual falamos aqui significa que, tão logo quanto possível e com a maior frequência possível, devíamos envolver nossos filhos em transações de adulto-para-adulto.

Quando nosso filho David tinha oito anos de idade, precisava tomar o ônibus escolar todas as manhãs às 8h30. Descobri que acordá-lo em tempo era uma tarefa monumental que parecia ficar pior com o passar dos dias. Todas as manhãs, eu entrava e anunciava: – David, está na hora de levantar!

E a resposta dele era algo que você teria de pronunciar mais ou menos assim:

– Mmmmmmmmm. Hmmmmmmmm.

Alguns minutos mais tarde: – David! Eu disse que é hora de levantar. você me ouviu?

– Mmmmmmmmm. Hmmmmmmmmm.

Mais tarde, totalmente exasperado, eu gritava: – você saia dessa cama neste minuto! Se não se levantar agora, você vai ver!

A essa altura, com os olhos abertos uns 20%, David começava a se mexer, enquanto eu tentava apressá-lo a tirar o pijama e vestir o uniforme da escola.

Eu havia lido acerca do “P-A-C”, mas obviamente a leitura não dera bom resultado no fim das contas. Finalmente, certa manhã, entrei e disse: – Oi, David!

– Que foi?

– A que horas você vai levantar?

Diante disso, os olhos azuis se abriram e ele me olhou sério. – Não sei. Que horas são?

– Faltam quinze para as sete.

– Ah, OK – disse ele, e imediatamente se sentou e começou a tirar o pijama.

Quem dera pudesse eu dizer que nunca mais cometi o mesmo erro, mas a experiência serviu para reforçar o princípio: o melhor plano para ajudar nossos filhos a se tornarem adultos responsáveis é dar-lhes responsabilidade, deixá-los encarregados de suas próprias decisões tão cedo quanto possível e com a maior frequência possível.

Eu havia assumido a tarefa de fazer com que David saísse para a escola em tempo e, ao fazê-lo, tirei a responsabilidade das mãos dele. Ao colocá-la de volta em seu devido lugar, ajudei-o a se preparar para a vida no mundo real. E o auxiliei a guardar o quinto mandamento, porque a honra é, acima de tudo, um exercício da vontade livre, uma decisão racional de adotar uma atitude que resulte em bons e agradáveis relacionamentos com nossos pais em primeiro lugar, e depois com todos os outros com quem tratamos na vida.

Isso significa, na prática, que às vezes deixaremos que façam escolhas erradas? Em alguns casos, não há maneira melhor de aprenderem do que sofrer as consequências de uma decisão errada. E, à medida que a capacidade de julgamento e a maturidade de uma criança crescerem, haverá um aumento gradual na sua autonomia e na responsabilidade.¹

O Último Beijo

Não me lembro da primeira vez em que minha mãe me beijou. Deve ter sido quando eu era bebezinho, porque ela certamente me beijou muitas vezes enquanto eu crescia. Embora não me lembre do primeiro beijo, recordo-me do último.

Os anos passam voando, e todo relacionamento humano traz consigo algumas tensões e atritos. Isso não é horrível nem desonroso, mas normal. Se, porém, tivermos no coração o abrangente princípio da honra, o amor prevalecerá. Então, quando as tensões nos ameaçarem, talvez trazendo dor e até amargura, deveríamos pensar naquele último beijo, porque ele certamente virá. O que você desejará recordar quando se despedir dos seus pais pela última vez?

Um amigo me contou que, quando seu pai envelheceu, a mente daquele idoso homem nem sempre era clara. Mesmo assim, quando se aproximou o aniversário do seu pai, meu amigo lhe telefonou. 

– Feliz aniversário, papai! – disse ele. – E que Deus o abençoe! 

Naquele dia os pensamentos do seu pai estavam bem coordenados, porque ele respondeu imediatamente: 

– Não, filho. A bênção é para você. Deus o abençoe, porque você sempre me honrou. 

Dois meses mais tarde, meu amigo sepultava seu pai. Que conforto foi para ele, então, lembrar-se das palavras do pai! 

Os funerais são sempre tristes, mas nunca presenciei mais angústia e pranto do que nas ocasiões em que o remorso deixa ainda mais amarga a tristeza da despedida. 

Assim, pense nisso enquanto você ainda tem a oportunidade, enquanto você ainda pode fazer algo ou dizer alguma coisa que faça a diferença. Pense no último beijo, porque ele virá. Honre seu pai e sua mãe, e seus dias na Terra serão não apenas prolongados, mas muito mais satisfatórios e cheios de paz, alegria e sucesso.



1 - “Com frequência, é pessoalmente inconveniente permitir às crianças tempo para debater alternativas, e pode ser pessoalmente frustrante quando as escolhas delas contradizem nossas preferências. Se houver algum ‘orgulho’ egoísta e sensível em jogo, é muito difícil para a maioria dos adultos não controlar as crianças de maneira autocrática. Então, à semelhança de qualquer ditadura, isso parecerá ‘mais eficiente’ – para o ditador, pelo menos. O efeito sobre o caráter, contudo, é reprimir o desenvolvimento do julgamento racional e criar ressentimentos que vão impedir o desenvolvimento de impulsos genuinamente altruístas” (Robert Peck, Robert Havighurst e outros, The Psychology of Character Development [Nova York: Wiley, 1960], p. 191).


Trecho do Livro Os Dez Mandamentos : princípios divinos para melhorar seus relacionamentos. Pags 42 a 52. de Loron Wade tradução Eunice Scheffel do Prado. – Tatuí, SP :
Casa Publicadora Brasileira, 2006.
Título original: The Ten Commandments.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O Amor não passa, nem passará.

O amor verdadeiro não passa, não acaba. Vejam que linda historia gravada em vídeo, extraída do site:webic.

Quando Fred, este senhor de 96 anos de idade, viu o anúncio de uma competição de música no jornal da sua cidade não imaginou como isso mudaria sua vida.Ele não sabia tocar nenhum instrumento, nem mesmo era bom cantando… mas ainda assim ele resolveu fazer algo.Fred escreveu uma canção para sua esposa que havia falecido há pouco mais de um mês.(awebic)

Ele se sentiu inspirado em fazer uma homenagem ao seu grande amor e numa iniciativa comoventes dos produtores da Radio, que num sentimento de amor ao próximo, resolveram produzir profissionalmente criando uma linda canção, que comove a qualquer um de a ouça.





                 As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam.(Cânticos 8:7-8)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A Bíblia Sagrada.


Vídeo do programa Evidência da REDE NOVO TEMPO canal 184 da NET.

Bíblia (do grego βίβλια, plural de βίβλιον, transl. bíblion, "rolo" ou "livro") é o texto religioso de valor sagrado para o Cristianismo, em que a interpretação religiosa do motivo da existência do homem na Terra sob a perspectiva judaica é narrada por humanos. É considerada pela Igreja como divinamente inspirada , sendo que trata-se de um documento doutrinário. Segundo a tradição, aceita pela maioria dos cristãos, a Bíblia foi escrita por 40 autores, entre 1445 e 450 a.C. (livros do Antigo Testamento) e 45 e 90 d.C. (livros do Novo Testamento), totalizando um período de quase 1600 anos.

 A maioria dos historiadores acreditam que a data dos primeiros escritos considerados sagrados é bem mais recente: por exemplo, enquanto a tradição cristã coloca Moisés como o autor dos primeiros cinco livros da Bíblia (Pentateuco), muitos estudiosos aceitam que foram compilados pela primeira vez apenas após o exílio babilônico, a partir de outros textos datados entre o décimo e o quarto século antes de Cristo. Muitos estudiosos também afirmam que ela foi escrita por dezenas de pessoas oriundas de diferentes regiões e nações.







Martin Niemöller - Quando os nazistas vieram atras dos comunistas.

Martin Niemoller na Marinha.
Filho de um pastor luterano, foi educado para a fidelidade ao imperador e com sentimento patriótico alemão. Depois de concluir o curso colegial, ele ingressou na Marinha como soldado de carreira. Durante a Primeira Guerra Mundial, serviu como comandante de submarino, vindo a ser condecorado com a Cruz de Ferro. Após a guerra, viveu durante algum tempo em Freikorps e estudou Teologia. Em 1931, foi ordenado pastor da Igreja de Santa Ana em Dahlen, subúrbio de Berlim.Mesmo depois de formar-se em Teologia, ele permaneceu fiel à sua ideologia patriótica e conservadora. Porém, após a subida dos nazistas ao poder, em 1933, Niemöller — então pároco em Berlim-Dahlem — entrou num conflito crescente com o novo governo. Inicialmente, ele concordava com o antagonismo dos Nazistas ao Comunismo e à República de Weimar, mas ficou alarmado com a tentativa de Hitler em dominar a Igreja Evangélica (Luterana ou Reformada) impondo-lhe o movimento neopagão dos "Cristãos Germânicos" da Igreja do Reich e de seu bispo Ludwig Müller. Sendo ele nacionalistae não estando inteiramente livre de preconceitos anti-semitas, Niemöller protesta decididamente contra a aplicação do "parágrafo ariano" na Igreja e a falsificação da doutrina bíblica pelos cristãos alemães de ideologia nazista. Para impedir a segregação de cristãos de origem judaica, ele criou no outono de 1933, com Dietrich Bonhöffer, a Pfarrernotbund ("Liga Pastoral de Emergência") para apoiar os pastores não-arianos ou casados com não-arianas, que foi transformada naBekennende Kirche (Igreja Confessante) em 1934. A Igreja Confessante recusou obediência à direção oficial da Igreja Evangélica, tornando-se um importante centro de resistência alemã protestante ao regime Nazista.

Em 1934, Niemöller acreditava ainda que poderia discutir com os novos donos do poder. Numa recepção na Chancelaria em Berlim, ele contestou Hitler, que queria eximir a Igreja de toda responsabilidade pelas questões "terrenas" do povo alemão:
"Ele me estendeu a mão e eu aproveitei a oportunidade. Segurei a sua mão fortemente e disse: 'Sr. Chanceler, o senhor disse que devemos deixar em suas mãos o povo alemão, mas a responsabilidade pelo nosso povo foi posta na nossa consciência por alguém inteiramente diferente'. Então, ele puxou a sua mão, dirigindo-se ao próximo e não disse mais nenhuma palavra."

A partir deste incidente, Niemöller fica cada vez mais na mira do regime. É observado pela Gestapo e proibido de fazer pregações, o que ele não aceita. Em 1935, é preso pela primeira vez e logo libertado. Martin Niemöller já era tido nessa época como o mais importante porta-voz da resistência protestante. No verão de 1937, ele pregava:

"E quem como eu, que não viu nada a seu lado no ofício religioso vespertino de anteontem, a não ser três jovens policiais da Gestapo — três jovens que certamente foram batizados um dia em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e que certamente juraram fidelidade ao seu Salvador na cerimônia de crisma, e agora são enviados para armar ciladas à comunidade de Jesus Cristo –, não esquece facilmente o ultraje à Igreja e deseja clamar 'Senhor, tende piedade' de forma bem profunda."

Em julho de 1937, Niemöller foi preso novamente. Passados cerca de sete meses, no dia 7 de fevereiro de 1938, começou então o seu processo diante do Tribunal Especial II em Berlim-Moabit. Segundo a acusação, Martin Niemöller teria criticado as medidas do governo nas suas pregações "de maneira ameaçadora para a paz pública", teria feito "declarações hostis e provocadores" sobre alguns ministros do Reich e, com isto, transgredido o "parágrafo do Chanceler" e a "lei da perfídia". A sentença: sete meses de prisão, bem como dois mil marcos de multa.

Os juízes consideraram a pena como cumprida, em função do longo tempo de prisão preventiva. Niemöller deveria assim ter deixado a sala do tribunal como homem livre. Para Hitler, no entanto, a sentença pareceu muito suave. Ele enviou o pastor como seu "prisioneiro pessoal" para um campo de concentração. Até o fim da guerra, durante mais de sete anos, Martin Niemöller permaneceu preso — inicialmente, no campo de concentração de Sachsenhausen, depois no de Dachau.

Martin Niemöller (Lippstadt, 14 de janeiro de 1892 — Wiesbaden, 6 de março de 1984) era pastor luterano alemão. Em 1966 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz. 
Desde a década de 1980 tornou-se conhecido pela sua adaptação de um poema Vladimir Maiakovski  de forma irônica sobre o significado do nazismo na Alemanha.

"Quando os nazistas vieram atrás dos comunistas".

"Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse"

Fonte: Wikipédia.

sábado, 2 de agosto de 2014

Nos heróis a ferida não dói - Feliz dia dos Pais 2014.


Dias dos pais 2014 - Super Heroi from Roberto on Vimeo.

Uma homenagem aos pais, sempre firmes, incansáveis e fortes. Destemidos por suas famílias, leões na defesa de suas crias.Mas nem sempre é assim, às vezes se sentem frágeis, fracos e temerosos. Muitas vezes em suas fraquezas chegam em casa tristes e calados, pedindo para o dia acabar. Recolhidos em um canto choram por dentro sem demostrar fraqueza, muitas vezes até sorriem pra disfarçar seus medos e dúvidas. No Espirito Santo se fortalecem e recomeçam como se nada tivesse acontecido.


"Tudo posso naquele que me fortalece"
 (Filipenses: 4:13)


Na canção gospel de Thiago Grulha, "Super Herói", faço aqui minha homenagem a esses homens, que sob a mão do Espirito Santo lutam, sonham, planejam e também amam. Em Deus podem o céu alcançar. Também podem voar, quando de joelhos pedem a Deus por sua família, por seu trabalho, por seus semelhantes por esse mundo algoz e desumano. Que Deus os ouça e os proteja de todo o mal!! Amém!!


Que todos os pais sintam-se homenageados 
e tenham um Feliz Dia dos Pais!!


1º. Mandamento - O maior dos mandamentos de Deus.

– Parece que você não entende, Jaqueline. É o seu futuro,a sua vida, que está em jogo!
– Não, papai. É o senhor que não entende. Faz tanto tempo que o senhor foi jovem que se esqueceu de como é. Estou dizendo que amo o Daniel. É isso que o senhor parece não entender. Harry Williams olhou incredulamente para a filha. Então, com um suspiro, balançou a cabeça, como quem não compreende o que está ouvindo.
– Jaqueline, você precisa me ouvir.
– Não! Eu não vou ouvir ninguém. Só estou comunicando que, na próxima terça-feira, o juiz do primeiro cartório disponível no centro da cidade vai nos casar. Ou será que o senhor gostaria que a gente simplesmente saísse e juntasse os trapos? Outro silêncio. Finalmente, Harry falou de novo, escolhendo as palavras com cuidado.
– Tudo bem. A decisão é sua. Percebo que ninguém vai fazer você mudar de ideia. Só tenho uma pergunta.
Dessa vez, Jaqueline não interrompeu, feliz porque o pai parecia estar respeitando seu direito de escolha.
– Na quinta-feira passada, você vestiu uma blusa branca, e o Daniel queria que você usasse uma diferente. Como ele reagiu?
– Bem, a blusa que ele queria que eu vestisse estava manchada. Respinguei alguma coisa nela.
– Mas a minha pergunta é: qual foi a reação do seu namorado? O que ele disse quando a viu com a blusa branca?
– Bem... ele não ficou exatamente feliz.
– Sim. Na verdade, ele cerrou os punhos e gritou com você. E naquela mesma noite, quando o convidamos para jantar aqui em casa, o que aconteceu?
– Ah, papai, não ligue para isso. Já passou. Por que está trazendo isso à tona?
– Porque o Daniel não hesitou em constrangê-la na frente de toda a família quando você disse algo de que ele não gostou. Jaqueline, se é assim que ele a trata agora, como você acha que será quando...
– Pare! Pare com isso! – gritou a filha, colocando as mãos sobre as orelhas. – O senhor não consegue entender? Eu amo o Daniel. Ele é a minha vida. Nada mais importa. O que o senhor pensa ou diz não me
interessa. Eu amo o Daniel. Eu o adoro. Isso é tudo o que importa. Não dá para entender?
– Você o “adora”? Você o “adora”, Jaqueline? Então, o que o Daniel é para você? Ele é o seu deus?
– Certo, é isso aí. Se é isso que o senhor quer dizer, tem razão. Daniel é o meu deus.

O pai de Jaqueline me contou mais tarde que aquelas palavras apunhalaram seu coração. Vamos pressionar o botão de pausa e fazer uma pergunta. Você acha que ele estava sendo muito dramático? Por que ele
sentiu uma angústia tão terrível ao ouvi-las? Harry Williams tremeu diante das palavras da filha porque sabia que o poder do amor usado para o mal pode nos ferir e causar um estrago terrível. Mais do que qualquer outra coisa, o amor rompe nossa proteção e nos deixa expostos e vulneráveis. Observe pais desesperados que esperam do lado de fora da UTI de um grande hospital moderno. 

Por que sentem aquela intensa angústia? É por causa do amor. E esses mesmos pais podem sofrer com a mesma intensidade, anos mais tarde, quando o filho volta drogado para casa. Como foi terrível para os pais de Jaqueline, meses depois, quando ela começou a colher as consequências de sua decisão insensata! Desfeita definitivamente a névoa de sua paixão, ela percebeu que seu esposo era um homem intensamente ciumento e que não se satisfazia nem com seus melhores esforços. Ele esmagava seu espírito com sarcasmo, ridículo e até com os punhos! Foi por isso que Harry Williams tremeu diante da atitude da filha. Ficou aterrorizado ao vê-la colocar-se nas mãos de alguém que podia magoá-la muito. E foi por isso que Deus nos deu o primeiro mandamento. É uma advertência, motivada por uma preocupação profunda. Sua mensagem é: Não entregue sua lealdade e devoção a “deuses” que na realidade não são deuses. Não conceda um lugar supremo na sua vida a algo ou alguém que, no fim, só irá desapontá-lo e machucá-lo.

Profeta Jeremias.

Deuses Fracassados

O antigo povo de Israel estava rodeado por nações que adoravam “outros deuses”. Havia Dagom, a principal deidade dos filisteus, vizinhos de Israel do lado oeste. Os filisteus esperavam que seu deus lhes concedesse boas colheitas e grandes pescarias, o que significava abundância e prosperidade. Os fenícios, vizinhos de Israel ao norte, eram devotos da deusa-lua Astarote ou Ishtar, responsável pela fertilidade. Seu culto, celebrado com orgias e festas regadas a bebidas, era muito popular. A leste, os moabitas adoravam Quemós; e os amonitas, Moloque. Ambos, especialmente o último, exigiam sacrifícios de crianças. As pessoas chegavam a esses horríveis extremos para conquistar o poder dessas deidades em seu favor. Hoje, naturalmente, a cultura popular mudou. A maioria das pessoas não mais se inclina diante de deuses de madeira, pedra e metal. Mas o dinheiro, o sexo e o poder ainda continuam ocupando o lugar central na vida de milhões. Quando você passar por uma banca de revistas, olhe as capas e examine os títulos. Observe os temas mais populares dos talkshows e das novelas. O que isso lhe diz acerca dos “deuses” que as pessoas cultuam com mais fervor hoje? Então, pergunte a si mesmo: qual tem sido o resultado, até o momento, de adorar esses “outros deuses”? Assim como aqueles de antigamente, são deuses que se voltam contra seus adoradores e os devoram. 

Do culto frenético ao sexo se originou a pandemia da Aids. Por que ninguém fala a respeito da mais clara e óbvia solução? Não deveria ser tão difícil descobrir. Não é necessário que essa doença se espalhe ainda mais. A solução mais simples e óbvia é dar as costas a essa divindade traiçoeira e novamente respeitar os valores da família e o caráter sagrado do matrimônio.

Mas, em vez disso, os líderes políticos ao redor do mundo apelam ao seu deus “dinheiro” para que os salve. “No próximo ano”, dizem, “gastaremos milhões a mais. Construiremos laboratórios maiores e melhores.
Então encontraremos uma vacina para que vocês continuem com seu estilo de vida, sem medo das consequências.” O terrorismo se tornou a espada dos fracos, o recurso desesperado dos desvalidos. Ele se alimenta de fanatismo e ignorância, e encontra seus recrutas nos miseráveis campos de refugiados, onde jovens infelizes são bombardeados diariamente com a retórica do ódio. E qual é a solução proposta por aqueles que se encontram sob o ataque desses jovens fanáticos? Voltam-se ao deus do poder: “Vamos fabricar melhores foguetes e bombas mais potentes. Com isso, caçaremos os que nos oprimem, faremos com que saiam dos seus esconderijos e os esmagaremos. Isso resolverá nossos problemas.” E qual é o resultado de tal estratégia? Todo uso da força bruta fortalece os radicais em seu senso de injustiça e perseguição. Cria ainda mais raiva e confirma suas convicções de que são vítimas e de que seu ódio e violência são plenamente justificados. Não entregue sua lealdade e devoção a “deuses” que na realidade não são deuses, diz o primeiro mandamento. Não conceda um lugar supremo na sua vida a algo ou alguém que, no fim, só irá desapontá-lo e machucá-lo. O Fracasso das Flores.

O Novo Testamento relata que um dia Satanás foi a Jesus com um ataque frontal e direto contra o primeiro mandamento. Primeiro, mostrou-Lhe “todos os reinos do mundo e a glória deles”, e depois Lhe disse:
“Tudo isso Te darei se, prostrado, me adorares” (Mateus 4:8 e 9). Dinheiro, sexo e poder. Tudo pode ser Seu! Mas Jesus, em Sua resposta, recusou-Se a enfocar os deuses falsos. Em vez disso, inverteu o primeiro mandamento e citou Deuteronômio 10:20, que o apresenta na forma positiva. Ele afirmou: “Está escrito: Ao
Senhor teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto” (Mateus 4:10). Rejeitar os falsos deuses e denunciar seu culto não é suficiente. Precisamos substituir seu culto pela adoração ao Deus do Céu. Uma geração atrás, os “filhos das flores”, rapazes e moças com cabelos longos e roupa esfarrapada, enchiam as ruas e os parques do mundo ocidental. A maioria das pessoas os chamava de hippies. Hoje, quase ninguém os admira. Mas precisamos entender que tinham certa razão. Eles rejeitavam os falsos valores do materialismo. Então, por que seu movimento falhou? Entrou em colapso porque os hippies tentaram tirar sem substituir. E no fim se tornou claro que estavam simplesmente trocando uma forma de egoísmo por outra. Naquela mesma época, milhões de pessoas procuraram implementar os ideais do comunismo, que, em sua pureza teórica, defende princípios de distribuição e altruísmo que lembram os ensinos de Jesus. 

Por que o comunismo fracassou em produzir a sociedade ideal com que sonhava? Pela mesma razão. Assim como qualquer outra visão utópica, naufragou nas rochas da realidade humana. Baseava-se na suposição de que, se você diz às pessoas que elas precisam mudar, e se você realmente as convence de que devem mudar, elas mudarão. Mas saber o que é certo ou apenas crer intelectualmente não é suficiente. Na década de 1970, Lawrence Kohlberg, psicólogo de Harvard, anunciou que havia encontrado uma forma de tornar as pessoas mais morais. Seu método era perguntar-lhes o que seria correto fazer em determinadas situações hipotéticas. Ele dizia ter sido bem-sucedido em ensinar-lhes métodos de arrazoamento moral, de modo que apresentassem a resposta certa todas as vezes. Mas a teoria de Kohlberg mostrou-se vulnerável quando alguém resolveu perguntar se o fato de saber a resposta certa levava a fazer a coisa certa. A melhor resposta que ele pôde apresentar a partir de sua pesquisa foi “às vezes”.


A verdadeira moralidade nasce de um coração renovado pela graça. Disse o apóstolo Paulo: “Transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). Experimentar a vontade de Deus significa mais do que conseguir dar a resposta certa para questões morais. Envolve mais do que simplesmente possuir informações. Não podemos alegar “experimentar” algo e permanecer indiferentes. Devemos, antes, torná-lo parte da nossa vida. E isso é possível somente com a renovação da nossa mente. Essa mudança radical, que é a base do viver correto, não é um processo natural. Nem o condicionamento comportamental nem o raciocínio moral conseguem alcançá-la, embora ambos tenham seu lugar. O salmista entendeu isso quando escreveu: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro em mim um espírito inabalável” (Salmo51:10). Uma renovação do coração que resulte em verdadeira moralidade é um ato de criação, um dom de Deus.

Por isso, o primeiro mandamento, que ordena pôr de lado os deuses falsos, não para aqui. O texto continua: “Não terás outros deuses diante de Mim.” Os “outros deuses”, que na realidade nem sequer são deuses, não devem ser substituídos por um vácuo. Depois de dizer o que não devemos fazer (isto é, não cultuar deuses falsos), o mandamento explica o que devemos fazer. A proibição se torna uma ordem para adorar o verdadeiro Deus. Amor e Adoração Certa vez, alguém perguntou a Jesus qual era o maior mandamento. Ele respondeu citando Deuteronômio 6:5: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” Depois acrescentou: “Este é o grande e primeiro mandamento” (Mateus 22:37 e 38).

Quando Satanás procurou tentá-Lo, Jesus disse que o primeiro mandamento nos ordena adorar a Deus. Aqui Ele diz que isso significa amá-Lo. “Eu amo o Daniel. Simplesmente o adoro”, foi o que declarou Jaqueline. Ela, naturalmente, não estava pensando em adoração ou culto no sentido religioso, mas estava mais perto da verdade do que você possa pensar, porque a adoração, na Bíblia, é uma expressão de amor.
A adoração, assim como o amor, é uma atitude do coração. É uma disposição e uma decisão de tornar Deus o primeiro, de colocá-Lo no trono da vida e de dar-Lhe o lugar como soberano, fazendo dEle o rei da nossa vida. Dar a Deus o Seu lugar como soberano significa que não tentaremos sujeitá-Lo às nossas ideias preconcebidas de como Ele é ou de como deve fazer as coisas. E descartaremos a ideia de que podemos crer nEle só até onde pudermos compreendê-Lo. Se fôssemos fazer isso, então o ponto de partida da fé seria o ateísmo, e avançaríamos na direção da fé somente por esforços racionais. Além disso, Deus seria limitado pela nossa capacidade intelectual. Então, o que estaríamos adorando não mais seria Deus, mas algo finito, porque conheceríamos Seu comprimento, largura e altura, Seu princípio e Seu fim.

Isso não significa que a fé cristã não tenha lugar para a razão e não reconheça o valor da evidência que a apoia. Não há nada errado em examinar essas evidências, mas elas não são a sua base. O conhecimento de Deus não começa com a razão humana, mas com a revelação. Isto é, Deus precisa primeiro revelar-Se. Não podemos descobri-Lo por meio de nossos próprios esforços. E essa revelação de Deus teve sua expressão máxima em Jesus Cristo. “Ninguém jamais viu a Deus”, declarou o evangelista. “O Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem O revelou” (João 1:18).

Desde Seus primeiros anos, Jesus Se empenhou em ensinar como é Deus. Quando acolheu crianças em Seus braços e as abençoou; quando ensinou Seus discípulos às margens do lago; quando acalmou a tempestade e purificou o Templo – em todas essas coisas Ele estava dizendo:Deus é assim. O que Eu sou e faço revela Deus. Pouco antes de Jesus ser crucificado, Filipe disse: “Senhor, mostra-nos o Pai” (João 14:8). A resposta de Jesus mostra que a pergunta Lhe causou dor: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não Me tens conhecido? Quem Me vê a Mim, vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (verso 9).

Os evangelhos mostram que Filipe era um discípulo lento para ouvir e rápido para duvidar. Infelizmente, eu me identifico muito com ele. Mas, por ter essa atitude, Filipe correu o sério risco de errar o caminho, porque a revelação de Deus nunca é enfiada em nossa mente por uma força esmagadora. A revelação é concedida silenciosamente àqueles que abrem os olhos, os ouvidos e, acima de tudo, o coração. Em vez de uma convicção monumental, o que precisamos é afastar os bloqueios à fé e deixar de fechar os olhos às evidências.Ao aceitarmos o primeiro mandamento e concedermos a Deus Seu lugar como verdadeira divindade, essa revelação nos será concedida de forma pessoal. E essa é a única maneira de recebê-la.

Fazer de Deus o primeiro significa deixar de lado ideias, interesses e pensamentos que entrem em competição com Ele ou diminuam Sua soberania sobre nossa vida. Esse conceito é a base, o princípio fundamental da verdadeira moralidade e do viver espiritual. É um princípio abrangente que nos permitirá avaliar as infindáveis decisões e alternativas que enfrentamos no dia a dia. Em cada caso, perguntaremos: Como este vídeo, este jogo, esta amizade, este emprego ou esta propriedade vai afetar meu relacionamento
com Deus? Quando realmente começarmos a viver dessa maneira, a ordem e a moralidade tomarão conta da nossa vida, a paz substituirá a angústia, e a esperança afastará a depressão e o desespero. 

Somente então começaremos a compreender a obediência profundamente espiritual que Jesus descreveu no Sermão do Monte. Por Que esse É o Primeiro Mandamento? Muitas pessoas que instintivamente creem na existência de Deus não chegam ao ponto de torná-Lo o primeiro em sua vida. Mas esse é o único lugar que Ele pode ocupar se de fato for Deus. Por isso, esse mandamento vem em primeiro lugar. Se não dermos a Deus Seu lugar, se não tivermos feito dEle o Senhor de nossa vida, todos os outros mandamentos serão apenas regras morais que não têm poder maior do que milhares de outras boas ideias.A pergunta não é: “Já tenho uma compreensão plena e completa acerca de Deus e de Sua vontade para a minha vida?” Nem ainda: “Sou bom o suficiente para que Ele me aceite?” Tampouco é: “Já estou obedecendo aos outros mandamentos?”

Você não pode chegar ao primeiro mandamento por obedecer aos outros nove. Em vez disso, você precisa chegar aos outros nove por meio deste. A pergunta que preciso fazer a mim mesmo é extremamente simples, mas muito importante: “Estou disposto a conceder a Deus Seu verdadeiro e legítimo lugar? Estou disposto a torná-Lo o primeiro?” É disso que trata o primeiro mandamento. Aqui está um antigo convite que ainda nos fala através dos séculos: “Que é o que o Senhor requer de ti? Não é que temas o Senhor, teu Deus, e andes em todos os Seus caminhos, e O ames, e sirvas ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma”? (Deuteronômio 10:12).

Trecho do Livro Os Dez Mandamentos : princípios divinos para melhorar seus relacionamentos. Pags 13 a 20. de Loron Wade , tradução Eunice Scheffel do Prado. – Tatuí, SP :
Casa Publicadora Brasileira, 2006.
Título original: The Ten Commandments.

Uma Fé Extraordinária - John Harper

                                                              John Harper, a esposa e filha - Google Fotos. No livro “The Titanic's Last...