sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Porcos Com Asas. - Livro.


Roma, Itália, anos 70. O PCI (Partido Comunista Italiano) obtém uma esmagadora (e surpreendente) vitória nas eleições gerais de 1975. Dois jovens militantes, colegas de colégio: Rocco e Antônia. Uma história de amor incomum, dividida entre ideologia política, crises existenciais, sexo, drogas e rock n' roll. Um dos livros mais lidos no Brasil na década de 80. Um livro que li num piscar de olhos! Marcou muito aqueles anos (anos 80). Um desabafo, uma resposta pra várias inquietações, muitas dúvidas! Encontrei Deus naquelas páginas, enquanto os autores colocavam em cheque todas as convicções e formulas conhecidas para tudo. Encontrei mansidão para minhas excitações e pude me acalmar.

Com saudades do livro fui buscar na internet as capas desse livro e algumas coisas que me fizessem lembrar os anos de ouro da minha adolescência. Anos em que descobrir minha sexualidade de forma serena e clara. Achei no site de relacionamentos Orkut uma comunidade: "Porcos com Asas", achei também algumas capas de edições mais antigas. Tem até a capa original italiana de 1976! Excelente livro! Assisti também uma montagem, tão legal quanto o livro. Não lembro quase nada da peça, só o teatro: Cacilda Becker, na Rua do Catete, próximo ao Metrô hoje, porque na época nem lembro do Metrô. Quem pôde viver os anos 80, sabe que foram anos de ouro.

Atualizando em 16/03/2013.Veja também:
Blog "Contra Cena"
Comprar o livro.
Baixar o livro.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

2 Histórias

Meu grande amigo Rick Dias me enviou por email duas histórias emocionantes e resolvo agora contar pra vocês também. Rick grande abraço.

HISTÓRIA NÚMERO UM

Muitos anos atrás, Al Capone possuía virtualmente Chicago. Capone não era famoso por nenhum ato heróico. Ele era notório por empestar a cidade com tudo relativo a contrabando, bebida, prostituição e assassinatos. Capone tinha um advogado apelidado 'Easy Eddie'(foto). Era o seu advogado por um excelente motivo. Eddie era muito bom! Na realidade, sua habilidade, manobrando no cipoal legal, manteve Al Capone fora da prisão por muito tempo. Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais. Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as conveniências possíveis. A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda de Chicago, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.

No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco. Ele tinha um filho que amava afetuosamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação. Nada era poupado. Preço não era objeção. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe ensinar o que era certo e o que era errado. Eddie queria que seu filho se tornasse um homem melhor que ele. Mesmo assim, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: ele não podia transmitir-lhe um nome bom ou um bom exemplo.

Um dia, o Easy Eddie chegou a uma decisão difícil. Easy Eddie tentou corrigir as injustiças de que tinha participado. Ele decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al 'Scarface' Capone, limpando o seu nome manchado e oferecendo ao filho alguma semelhança de integridade. Para fazer isto, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria muito alto. Ainda assim, ele testemunhou. Em um ano, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio em uma rua de Chicago. Mas aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior presente que poderia oferecer, ao maior preço que poderia pagar. A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista. O poema: "O relógio de vida recebe corda apenas uma vez E nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão, se mais cedo ou mais tarde. Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade.

Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento."


Se tem que fazer alguma coisa faça agora, se tem que tomar a decisão tome agora, não queira advinhar o que acontecerá! Vamos a segunda história:

HISTÓRIA NÚMERO DOIS


A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis. Um deles foi o Comandante Butch O'Hare. Ele era um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul. Um dia, o seu esquadrão foi enviado em uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém tinha esquecido de encher os tanques. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio. O líder do vôo o instruiu a voltar ao porta-aviões. Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota. Quando estava voltando ao navio-mãe viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana.

Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque. Ele não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do perigo. Havia apenas uma coisa a fazer. Ele teria que desviá-los da frota de alguma maneira... Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses.



Seus canhões de calibre 50, montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro... Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão. Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios para voar. Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção. Profundamente aliviado, Butch O'Hare e o seu avião danificado se dirigiram para o porta-aviões. Logo à sua chegada ele informou seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas. Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e por aquela ação Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na 2ª Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra.
No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo com 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiu que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O'Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem. Assim, se porventura você passar no O'Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e a Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

O que têm estas duas histórias de comum entre elas?

Butch O'Hare era o filho de Easy Eddie.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Quem me ouvirá?

Composta por Abraham Lincoln Martins, "Quem me Ouvirá?" é uma das pérolas do repertório da cantora Alessandra Samadello, assim como "Who Will Be There", sua versão em inglês. Essa canção é muito bela, ao ouví-la percebe-se a aflição, a solidão, a dor da alma, a angústia... Mas também o amparo, a mão de Deus segurando! O autor foi muito feliz em sua oração, dessa inspiração divina resultou uma canção que agrada a qualquer credo, a qualquer ouvido, a qualquer alma. Deus seja sempre louvado.


Quem me ouvira?
                 (Versão: Alessandra Samadello)

 
Quem me ouvirá quando eu chorar

Quem me ouvirá, quem irá minha mão segurar
Quem me ouvirá, quem me amará, quem me ouvirá?
Quem me ouvirá, no meu sofrer
Quem me ouvirá, quem irá minha dor compreender
Quem estará a me esperar pra me abraçar?


Quem me ouvirá, quem minha alma acalmará
Quem me ouvirá, quem minha vida limpará
Oh, quem irá me iluminar, pra nova luz eu enxergar
Quem me ouvirá, quem me ouvirá?
Deus me ouvirá.


 
Matias Oliveira, autor dessa montagem (vídeo acima no site youtube) com cenas do filme "Babel" conseguiu expressar muito bem o momento do filme com a letra da canção e realizou um obra de arte. Quem não assistiu o Filme, assista e depois me diga!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sorri... quando a dor te torturar.



Em 2008, em uma resenha do livro Chaplin: A Life, Martin Sieff escreve: "Chaplin não foi apenas 'grande', ele foi gigantesco. Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio estava se dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial. Durante os próximos 25 anos, através da Grande Depressão e da ascensão de Hitler, ele permaneceu no emprego. Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam."

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

É menino, surpresa!

É menino, acabo de receber a notícia do resultado da ultrasonografia. Também já temos a maternidade. Para os amigos vou confessar que venci o direito de dar nome ao bebê. Como excelente Flameguista que sou, o nome será uma homenagem ao time do Flamengo campeão dos anos 80. Só revelarei no dia 08 de julho, dia do nascimento do meu tão amado segundo filho, se o Bom Deus permitir. Para aumentar a expetativa vejam a foto  e tentem descobrir o nome. O nome será de um dos jogadores da foto. Prometo uma linda lembrança desse momento tão sublime para quem acertar. Não darei mais dicas.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mansinho.


A mulher morena de mansinho assaltou o poeta
Como uma brisa intrusa e suave
Como as canções ao longe
Como um sorriso singelo e infantil
Com um abraço apertado e quente
Com gingado dolente.    

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Fôlego - Livro

Se tem uma coisa que me dá prazer é surfar de peito. Coincidentemente neste último domingo o mar estava ideal e aproveitei. Fui a praia, em frente a rua Figueiredo Magalhães, em Copacabana. A água estava por volta de 20º c de temperatura. Já tinha alguns anos que não fazia isso! Foi uma delícia, vou repetir neste domingo novamente.
Mas o que gostaria de deixar para os visitantes e amigos é uma sugestão de livro: "Fôlego" de Tim Winton (tradução de Juliana Lemos; Argumento; 256 páginas; 32 reais).Tim, de 48 anos, autor de mais de uma dezena de livros que vão da literatura infanto-juvenil ao ensaio, é completamente desconhecido no Brasil. Seu primeiro livro aqui, surpreende pela combinação da aparente leveza do tema – adolescentes fascinados pela descoberta do surfe – com um duro e impiedoso olhar sobre os ritos de passagem para a vida adulta.

Uma amigona, dos primórdios mesmo, a mesma pessoa que na adolescência me emprestou "O Apanhador no Campo de Centeio" de J.D. Salinger. Aparente ela me sugeriu pela semelhança de argumentos, mas tem pouco haver um com o outro, eu acho! Talvez pelo pragmatismo ou pelo olhar crítico dessa grande fase que é a transição para a idade adulta. Mas valeu a dica!! O livro é ótimo!! Tão bom que vale a sugestão aos amigos que passam por aqui.Li num fôlego, num piscar.Quem passa mais de 3 horas por dia dentro de ônibus vai entender porque se lê tão rápido um livro de 236 pags.

Ambientado na Austrália dos anos 1970, e tendo como pano de fundo a virada de costumes e valores que marcou a época, Fôlego conta a história de Bruce Pikelet, filho único de um casal pacato. O menino tem uma habilidade especial com a água, sempre testando os limites da resistência sem respirar, e se torna amigo do encrenqueiro Loonie, um ano mais velho, com quem vive uma relação de admiração e de secreta competição. É uma dupla clássica dos romances de formação: amigos de temperamentos opostos que se complementam, e Tim Winton os retrata com uma maravilhosa sutileza, dizendo mais pelo que omite do que pelo que conta. Entramos no coração do romance quando ambos conhecem um ex-surfista profissional, Sando, que vive com a companheira, Eva, numa casa isolada, com um cachorro, uma velha Kombi, cheiro de maconha e pranchas de surfe – é um cromo perfeito do ideário alternativo de um tempo que passou.
 
A relação de Sando com o surfe é carregada de uma mística secreta. Ele procura os locais mais inóspitos e perigosos para iniciar seus discípulos – porque ele vai se tornando uma espécie de guru – num perigoso teste dos limites humanos. Tematicamente, o culto da vida natural que transparece em vários momentos se aproxima mais da literatura de Ernest Hemingway, até pela linguagem enxuta, do que de um eventual sopro oriental que foi a marca dos anos 70. Detalhe fundamental, toda a perspectiva do romance se faz pelo enquadramento do olhar adulto: o narrador relembra fatos de quarenta anos antes. Ficamos sabendo pouco desse homem maduro, mas o pouco que ele nos diz em sua bela narrativa é suficiente para sentir o peso e o abalo de um inesquecível rito de passagem, como se ele mesmo ainda lutasse para compreender o sentido do que viveu.

Uma Fé Extraordinária - John Harper

                                                              John Harper, a esposa e filha - Google Fotos. No livro “The Titanic's Last...