quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Atacando o bullying - ajudando seu filho.




Por Renata Cattaruzzi (Revista Men´s Health)

Claro que educação não pode faltar, todo os valores são importantes. Mas estar presente na vida do filho é fundamental. Paternidade principalmente, a jornalista Renata Cattaruzzi da Revista Men´s Health chamou de "repelente de bullying. Abaixo as dicas:

Matricule-o em aulas de artes maciais
O maior poder de caratê, kung fu e disciplinas afins não vem de chutes laterais e chaves de braço. Lutas esportivas ensinam muito sobre confiança e respeito. Após semanas de aulas, a criança começa a se conduzir de forma diferente tatame afora. Anda mais ereta e autoconfiante, e interage com maior desenvoltura. “Em resumo, ela deixa de ser alvo fácil”, diz Jeffrey Bernstein, psicólogo infantil da Filadélfia (EUA).

Afie o repertório dele
Outro repelente de bullying bastante eficaz é o senso de humor. “O perseguidor escolar não consegue se alimentar de energia leve”, afirma Bernstein. Armar seu filho com respostas à la Bart Simpson pode ajudá-lo a desarmar um grande conflito em potencial.

Incentive a socialização
“A criança precisa de um grupo de amigos leais para apoiá-la quando sofrer bullying”, diz Michael Grose, australiano autor de oito livros sobre paternidade e colunista de jornais e revistas. Ela também fica menos propensa à perseguição se não for aquele tipo solitário, que se isola no pátio da escola. Ajude seu filho a achar caminhos para lidar com a introspecção. Incentive-o, por exemplo, a chamar amigos para irem brincar na sua casa.

Averigue um mea-culpa
Se seu filho tiver um hábito incomum, como cantar em sala de aula – o que, convenhamos, não é agradável -, pode ser perseguido por isso. Oriente o guri a ser mais prudente e a perceber melhor a relação: eu, o espaço e o outro. Também vale pensar em levá-lo a um terapeuta.

Compartilhe o problema
Vá à escola. “Situações de bullying também podem ser tratadas junto à instituição”, afirma Ana Merzel Kernkraut, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A direção da escola está mais perto do problema, e pode interferir com assertividade.

Dê exemplo
“Se a criança vê brigas constantes em casa e agressividade entre os pais, inconscientemente vai achar normal ter atitudes violentas com colegas”, explica Ana Lúcia Gomes Castello, psicóloga do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo. Lembre sempre: seu filho se espelha em você.

Palavra de especialista
As dicas desta reportagem foram pensadas junto a Carlos Eduardo Carrion, psiquiatra de Porto Alegre, consultor da MH e membro da Associação Brasileira de Estudos sobre a Impotência.

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