domingo, 25 de julho de 2010

As rosas sofrem.

As rosas falam e não mentem.
Mumuram queixumes, absorvem ciumes
Expresam-se em sorrisos e revelam verdades.
Valorizam o bem, trucidam maldades.
São mais, muito mais que exaladoras de perfumes.
Perdoe me o poeta verde-e-rosa
Mas, as rosas são muito mais...
Estão para a vida, assim como para morte
Fazem parte do acaso, do azar, da sorte.

Onde estão os jardins?
Tão nua, tão crua essa cidade!
Sem verde, sem rosa, sem identidade.
Procuro o vento, o perfume, achei odores.
Tristeza, calor. Ai das rosas! Ai das cores.

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