domingo, 15 de agosto de 2010

Separação, solidão, despedida...!

Tenho observado meu filho Artur, nos últimos 30 dias ele tem se queixado muito de ficar sozinho, claro e evidente que ele faz isso através da única forma que tem de se comunicar: chorando. Não fica um só minuto sozinho, quer sempre companhia. Nos braços é um lorde, sozinho é uma sirene.

Claro que entendo isso e sei o que mais ou menos ele sente. Há pessoas que não suportam a solidão, despedidas são uma tortutas, separação uma dor de cortar o coração.  Meu bebê vem de um lugar gostoso e confortável, a barriga da mãe. Está difícil a adaptação nesse mundo cão, de temperaturas oscilantes, de barulhos mil. Ele ama ficar sobre o tórax da mãe, ouvindo o coração dela e o ritmo da respiração, num sobe e desce gostoso, que embala seu desenvolvimento.

O que acontece com ele são os primeiros movimentos de um exercício para viver separado, o pecado original nos proporcionou essa eterna perda. Exercício que nós aprendemos um dia, se é que se pode viver com esse sentimento. Uns sofrem mais, está sendo o caso dele, outros sofrem menos, mas todos nós sofremos com a separação. Separamos-nos da nossa mãe através do corte do cordão umbilical e depois são incontáveis momentos de separação na vida: separamos-nos de amigos que vão pra longe, nos separamos dos pais e parentes, ao casarmos, nos separamos de professores, nos separamos de nossos bichinhos de estimação e por aí vai, são inumeráveis as separações. Quero dizer que Deus não pensou o mundo assim, o pecado causa tudo isso, essas incontáveis separações, sem contar as que nós mesmos provocamos. O que dizer para um filho que seu pai ou sua mãe está indo morar em outra casa porque o casamento acabou? E a morte, essa separação bruta e cruel? Meu pequeno Artur está vivendo isso, exercitando-se para começar a conviver com a separação, a separação do corpo da mãe e a primeira separação! Estou fazendo de tudo para amenizar essa sua primeira decepção.

Ainda terei que ensiná-lo a entender a maior de todas as separações, a separação de Deus! Essa reclama dentro de nosso entendimento e muitas vezes não percebemos. Como entendê-la? Como é esse negócio de sentir uma separação que nunca percebemos a comunhão? Nascemos já separados do Criador, sentimos essa falta, ela é marcante dentro de nós. Sob nosso ponto de vista, não há essa falta, não identificamos essa separação e custa entendermos que precisamos voltar a um lugar que nunca percebermos ter saído.Infelizmente há pessoas que demoram muito a fazer esse diagnóstico. São muitos que encontram mas  drogas o caminho para esse vazio, um engano, um caminho torto. Só a leitura da palavra de Deus e a plena alimentação da alma através da oração pode nos dar a  compreensão dessa separação, desse vazio, desse caminho de volta.Se vivermos essa comunhão com Deus passaremos a suportar todas as outras que virão.

Que Deus me dê forças e saúde para ajudar meus pequenos voltar ao Pai. A maior de todas as comunhões que poderão ter. Por enquanto procuro abraçá-los e amenizar com beijos e sorrisos.

2 comentários:

  1. Estou com o Artur e não abro! Sinto vontade de chorar tb.
    A separação da familia é uma situação dolorida, difícil, mas dá para se gerenciar. Agora, a separação de nosso Pai, é algo que causa um vazio tão grande que só pode ser preenchido por Ele mesmo. Pena que nem todo mundo entende isso.
    Bjs!

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Desde já obrigado pela atenção e carinho dispensados.

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